Redação
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou, nesta sexta-feira (7), uma nota criticando as medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta no preço dos alimentos. Entre as ações, está a redução a zero do imposto de importação para produtos como café, milho e carne.
Para a FPA, as medidas são pontuais e ineficazes. Segundo os parlamentares ligados ao agronegócio, o principal fator para o aumento dos preços está na elevação dos custos de produção no Brasil, impulsionada pelo desequilíbrio fiscal do governo. "Não é transferindo o ônus de bancar o desequilíbrio do gasto público para os produtores rurais que teremos uma comida mais barata e uma produção economicamente viável", afirma a nota.
A FPA, que reúne 340 parlamentares, sendo 290 deputados, também cobrou do governo uma posição sobre propostas apresentadas pelo setor produtivo. O grupo pede que sejam discutidas medidas estruturantes de curto e médio prazo para conter a inflação e que haja garantia de recursos para o Plano Safra 2025/2026.
Segundo a FPA, um documento com nove medidas emergenciais e 11 de longo prazo já foi enviado aos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa. Entre as ações de curto prazo sugeridas estão:
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que o governo deve investir em infraestrutura e em uma política fiscal consistente para reduzir os preços dos alimentos no país.
Veja nota oficial completa da FPA
Medidas do governo federal para conter inflação de alimentos são ineficazes
A redução mais eficiente para combater a inflação de alimentos é a colheita da safra brasileira que ocorre nos próximos meses e a correção de ações que impactam diretamente o custo de produção no Brasil. Importante registrar:
1. O problema da inflação não é a oferta de alimentos. O governo federal tenta criar a narrativa de buscar soluções, quando o problema está concentrado no seu próprio desequilíbrio fiscal, responsável por onerar os custos e por alavancar a inflação;
2. ?Não é transferindo o ônus de bancar o desequilíbrio do gasto público do governo para os produtores rurais que teremos uma comida mais barata e uma produção economicamente viável;
3. ?As medidas apresentadas pelo governo federal, nesta quinta-feira (6), são pontuais e ineficazes para efeito imediato, especialmente quando se gasta recurso interno ao zerar impostos para produtos importados, sem garantir o reforço ao apoio da produção brasileira;
4. ?A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ressalta a necessidade de iniciar as tratativas do novo Plano Safra 25/26, com a garantia de implementação total de recursos, do acesso pleno e com juros adequados aos produtores rurais brasileiros; e
5. Aguardamos ainda um retorno do governo federal sobre as medidas estruturantes de curto e médio prazo apresentadas pela FPA, em conjunto com o setor produtivo nacional, na última sexta-feira (28), ao Ministério da Fazenda e à Casa Civil.
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